ESTUDO DE CASO

Apresentado no Programa de Certificação de Terapeutas Florais
da Flower Essence Society da Califórnia,
por Regina de Freitas

 

Alpine Lilly Resgatando a feminilidade, gerando e criando no mundo.

Fabiana, casada, 42 anos, sem filhos, buscava através da Terapia Floral “sentir-se mais confiante, acreditar em sua capacidade profissional e com mais clareza e coragem enfrentar os desafios pelos quais estava passando”.

Encontrava-se em difícil situação financeira, e disse “Nem eu nem meu marido temos tido trabalho há algum tempo”, comentou também da preocupação com a saúde do marido.
Em sua expressão facial pude observar angústia e falta de alegria, usava roupas escuras e seus olhos não tinham brilho, estava se isolando, com dificuldade de relacionar-se com outras pessoas, chegando a dizer: “não quero invasão e acho isso bom”

Percebi também muita rigidez em suas atitudes, e exigência de perfeição, observação que foi confirmada pela própria Fabiana.

Buscamos nesse momento oferecer-lhe bem estar através da Sweet Chestnut e da Rock Water e ajudá-la em suas dificuldades nos relacionamentos com a Water Violet, que foram selecionadas por ela de forma intuitiva utilizando as imagens das flores, administradas por via oral 4 gotas 4 vezes ao dia.


SWEET CHESTNUT

A paciente chegou mais tranqüila, no encontro seguinte, trazendo a imagem abaixo feita por ela utilizando pastel seco em papel A3.


Imagem produzida pela cliente

Relatou que percebeu na imagem da Sweet Chestnut, “no colo da grande árvore, o colo da mãe Terra. Estar no colo da árvore, esta árvore viva e sólida. Tentei colocar essa água para trazer a idéia do fluir, mas percebi ao olhar o desenho que essa água está muito longe, que eu não estou me relacionando com essa água, do mesmo modo como não estou me relacionando com ninguém. Me sinto isolada, embora esteja interagindo com muitas pessoas. Parece que me fechei nesse núcleo, me protegendo, me escondendo”.


Continuou seu depoimento dizendo: “Hoje, acho que já fiquei tempo suficiente nesse tronco, quero agora abrir esse casulo para chegar nessa água, trazer um pouco mais de emoção. Pensei no colo da mãe, mas não da minha mãe, mas sim da mãe Terra”.

Em seu depoimento ficou claro o quanto as essências estavam auxiliando Fabiana, embora ela considerasse que havia uma melhora sutil e ainda difícil de perceber.  Ofereci-lhe as imagens das flores, e ela intuitivamente escolheu as essências Water Violet, Rock Water, Green Rein Orchid, Green Bells of Ireland, Alpine Lily, Walnut, Larch, que confirmei com o uso do pêndulo.

Acredito que ao dizer: “acho que já fiquei tempo suficiente nesse tronco, quero agora abrir esse casulo para chegar nessa água, trazer um pouco mais de emoção” ela se referia a Water Violet e a Rock Water. As Green Essences lhe ajudariam a trazer o sentimento de estar segura na Terra como ela mesma mencionou: “Pensei no colo da mãe, mas não da minha mãe, mas sim da mãe Terra”. Walnut e Larch para apoiá-la nas mudanças oferecendo confiança em suas capacidades para enfrentar os desafios da vida.


GREEN BELLS OF IRELAND



GREEN REIN ORCHID

ALPINE LILY
Alpine Lily para aceitação da própria feminilidade ancorada no corpo, para auxiliá-la a integrar seu feminino totalmente esmaecido como pode ser observado na expressão plástica a seguir e no depoimento de Fabiana: “Não tenho filhos e há dois anos sofri um aborto espontâneo”.
Ao chegar ao consultório para o atendimento na sessão seguinte, percebi um brilho diferente em seus olhos, e suas roupas ganharam cor. Nos encontros anteriores trajava sempre roupas pretas.

Chegou dizendo que dias atrás enquanto se deslocava dentro de um ônibus percebeu seu rosto espelhado na janela e surpreendeu-se sentindo seu rosto diferente. Quando questionei, diferente como? O que aquilo estava trazendo para ela? Ela me disse: “me senti mais bonita, parece que recuperando minha feminilidade”. Começou a deixar os cabelos crescerem, pois tinha mantido os cabelos bem curtos desde o aborto, e trouxe cor a seu vestuário. Aqui percebi a sintonia com a mensagem da Alpine Lily. Fabiana, aos poucos ia recuperando sua feminilidade.

Depois de muito tempo sem trabalho, Fabiana foi contratada para um trabalho free lance, na sua área de formação e isso a havia deixado muito feliz.


IMAGEM PRODUZIDA PELA CLIENTE


A primeira etapa do trabalho foi realizada em seu ateliê e a segunda etapa foi realizada em Aracaju em caminhada diária pela vegetação de caatinga o que lhe permitiu a experiência de passar vários dias em contato direto com a natureza, num ambiente tão diferente de tudo o que ela já havia conhecido. Ao compartilhar sobre a viagem, disse; “É preciso aprender a decifrar a beleza da caatinga, ela é bonita mas você tem que aprender a entender, a decifrar. 

Os espinhos e as árvores secas que parecem estar mortas, mas que na realidade não estão, elas voltam a ficar verdes quando chove, elas só precisam que chova. Depois de caminharmos muito e não estar mais agüentando conseguimos ver o Rio São Francisco, é impressionante a secura ao lado da fartura de água do rio São Francisco,e aí percebi minha relação de reverencia e gratidão pela água”.

Este depoimento me remete ao conceito de sincronicidade, “assim dentro como fora” e assim parece que a necessidade de Fabiana em ter contato com a mãe natureza, foi providenciada pelo Universo através da proposta deste trabalho, e não por acaso deste confronto tão próximo entre a escassez e a fartura de água. A reverência à água, e a necessidade dela mesma em “reverenciar os sentimentos”.

Compartilhou também que foi mais fácil interagir com as pessoas, e que as coisas já não a incomodavam tanto. Mantivemos a fórmula: Water Violet, Rock Water, Green Rein Orchid, Green Bells of Ireland, Alpine Lily, Walnut, Larch, administrada por via oral, 4 gotas 4 vezes ao dia.
Ao retornar da viagem Fabiana sentiu muita dificuldade em conciliar a profissão de programadora visual com a de arteterapeuta, atividade recente a qual ela estava se dedicando. Ela afirmava não ter dúvida sobre o fato de que as duas facetas faziam parte .dela e que ela gostaria de estar se expressando através de ambas, a dificuldade consistia em como fazer para integrar essas duas habilidades.

Nessa etapa, nossa proposta era de ajudá-la a integrar esses aspectos que para ela se apresentavam antagônicos e excludentes. Nesse momento mantivemos Larch, Walnut, Water Violet, Rock Water, e acrescentamos: Shasta Daisy para ajudá-la a re-integrar as diversas facetas dela mesma, permitindo que ela pudesse ter uma visão mais abrangente de si mesma, Blazing Star para ajudar a fortalecer a vontade de realizar o propósito, alinhar o propósito com o sentimento de que nada pode tirá-la do caminho.


Walter Violet


Rock Water


Larch


Shasta Daisy

Walnut


 Administrada por via oral 4 gotas, 4 vezes ao dia.

No encontro que se seguiu Fabiana compartilhou que já sentia que uma das atividades não exclui a outra e que agora percebia a possibilidade de atuar utilizando suas duas habilidades.

Mas ainda havia algo que a incomodava, e ela chegou diferente para nosso encontro, apresentava um aspecto de tristeza e compartilhou que usando um espelho, e fez a ressalva de que percebeu que não havia espelhos em sua casa, reservou algum tempo para se observar com mais cuidado, olhando separadamente cada uma de suas faces. Constatou que sua face direita estava saudável e que o lado esquerdo de seu rosto estava mais cansado, mais marcado, e que ela estava enxergando mal daquele olho.

Usando lápis pastel seco, expressou o que estava vendo no espelho em relação aos seus olhos.

Percebeu seu olho esquerdo como um olho empapuçado, com “uma lágrima encapsulada, uma lágrima que não sai nem entra”. Em seguida pedi que amplificasse o olho esquerdo e ela construiu a seguinte imagem ao lado.


Willow

Califórnia Wild Rose

Yerba Santa

Sunflower
Para este estágio do processo, mantivemos as essências Blazing Star e Shasta Daisy e acrescentamos: Willow, pois estava chorosa e ressentida com a vida, Yerba Santa para ajudá-la a verter as lágrimas que faziam seu olho tornar-se empapuçado e seu peito apertado, Califórnia Wild Rose para trazer-lhe mais alegria e prazer em servir e estar na Terra.

Lágrimas foram vertidas e também sua casa apresentou vazamentos na cozinha e em uma das janelas e sobre isso ela disse: “Vazamento quando aparece é porque já estava ali por muito tempo, estou incomodada com essa obra, mas por outro lado tudo que está quebrando está sendo consertado”.
Aproveitamos o simbolismo do que estava acontecendo fisicamente em sua casa e o exploramos na necessidade de deixar fluir “as águas” que estavam sendo represadas dentro dela mesma, tema que havia surgido em nossos primeiros encontros. Observamos também o ato físico de trocar a janela de casa, trazendo a possibilidade de poder olhar por uma outra janela, por um novo olhar.

Fabiana estava mais tranqüila e encorajada e decidi por explorar a posição do planeta Saturno na casa 4 em sua carta natal, e trouxemos com isso os temas “limite”, “falta”, “menos valia”, infância com limite. Fabiana teve um grande insight, lembrou-se que seu pai quando ela era criança, desenhava uma linha no chão e dizia para ela “Daqui você não passa”. Sua expressão facial transformou-se ao se lembrar disso e compartilhou: “Acho que é isso que faço com a minha vida, quando vou quase chegando, me saboto dizendo daqui eu não passo. Isso foi um grande insight”.

Mantivemos a fórmula Willow, Yerba Santa, Califórnia Wild Rose, Blazing Star, Shasta Daisy e acrescentamos a essência Sunflower para ajudá-la a permitir que o seu sol interior brilhe, e resgatar-lhe a autoestima. Em seguida, Fabiana foi procurada para desenvolver um novo trabalho como programadora visual e foi aceita para participar de programa de atendimentos com arteterapia, sua nova profissão.     

As essências se fizeram presentes em cada etapa do processo de Fabiana. Acredito que nestes cinco meses em que tenho acompanhado sua trajetória, as principais razões que a fizeram optar pelo uso das essências florais foram contempladas, seus relacionamentos melhoraram e tornou-se mais fácil interagir com as pessoas. Passou a adquirir clareza de que não há impedimento em conciliar duas atividades profissionais diferentes e oportunidades profissionais começaram a aparecer.

Considero que Alpine Lily foi fundamental abrindo-lhe a possibilidade de ao resgatar seu feminino, não necessitasse mais abortar “sua cria”, nisso incluímos seus trabalhos de criação artística, e tudo o que ela hoje já está oferecendo ao mundo, profissionalmente. 
Acompanhar a história de Fabiana me permitiu perceber que o processo de criar, gerar, dar forma e vida acontece em diversos níveis de nossa existência e o bloqueio dessa capacidade inata pode ter ocorrido em fase muito inicial de nossa existência e ao irmos desfazendo esses “nós”, com a utilização das essências florais nos libertamos para resgatar nossa capacidade criativa e desenvolvê-la no mundo.   

ALPINE LILY

Fabiana ofereceu o seguinte depoimento sobre seu trabalho com as essências:

Iniciei a terapia floral em um momento de conclusão do curso de formação de arteterapia, profissão que elegi como a minha próxima jornada profissional. Este momento veio carregado de inseguranças e medos, talvez adolescentes, com relação ao futuro. Teria feito a escolha certa? Deveria recuperar o passado (minha profissão de programadora visual) ou acreditar e ir em frente? Ou fazer as duas coisas ao mesmo tempo? Misturado a tudo isso, um desejo de realizar e ter reconhecimento profissional. Percebi que estava ansiosa por realizar e, ao mesmo tempo, criava dificuldades para esta realização.
Na vida pessoal, embora tudo seja pessoal, vivia uma grande e longa preocupação com a saúde de meu marido, que há muitos anos tem nódulos na tireóide e muita resistência para aceitar a cirurgia.

Com relação a minha saúde: um pouco anêmica, pressão baixa e varizes.
Sentia-me tumultuada e cansada. Queria descansar, molhar os pés no rio, caminhar sobre a grama. Percebi que estava desnutrida. Precisava de colo.Os florais me forneceram este “colo” da mãe natureza, que nutre na medida certa. Fui percebendo o meu rosto e o meu corpo, recuperando a beleza, o brilho e a feminilidade. Passei a ter mais cuidado comigo, me olhar mais. Estou deixando o cabelo crescer e comprei maquilagem.

Achei que não precisava mais de uma água que nascia da pedra, busquei uma água que vinha do verde. Pretensiosamente, talvez, entendi a mensagem que as flores me traziam: Elas aproveitam as brechas e as oportunidades para florescer.

Viajei a trabalho para o Nordeste, o meu “passado” como programadora visual, renascia. Fiquei feliz. Senti meu trabalho reconhecido e valorizado. Em um momento em que eu estava em busca de integrar a água /sentimento, fui para o sertão. E o sertão me disse: Eu tenho tudo que você necessita, desde que você me conheça.

Voltei de viagem e embarquei em outra viagem de trabalho, desta vez, como produtora. Quando voltei finalmente para casa entrei em crise por sentir ter abandonado a arteterapia. Sentia-me distante, dividida como se as duas faces não pudessem sobreviver. Parecia ser “ou uma ou outra”.

Num dado momneto, me observei muito no espelho e aos poucos fui me reconhecendo nas duas faces literalmente. Os florais me ajudaram a entender que eu poderia conciliar e não excluir.

Estava sentindo dificuldade na visão. Fiz alguns desenhos e percebi, novamente, a água. Mas agora ela surgia como uma lágrima presa. Percebi a dificuldade de lidar com a tristeza, a raiva era mais aceitável. Era possível expressar. Novamente, as flores me ajudaram. Desta vez, a chorar e a perceber também a raiva como algo próprio e não do outro.

A casa também chorou, teve um vazamento no banheiro e na cozinha.
Finalmente, meu marido aceitou ir ao médico e fazer os exames. Um misto de alívio e medo. Também passávamos por dificuldades financeiras.

Tive recordações da infância. Meu pai traçava um risco no chão para que eu não ultrapassasse. Eu era muito pequena, ainda não andava, engatinhava. Parece que este limite me afeta até hoje em vários aspectos da minha vida, criando dificuldades, inclusive para a maternidade.

Hoje muitas coisas clarearam. Os resultados dos exames do meu marido foram bons, comecei um estágio em arteterapia, sigo trabalhando como programadora visual, e recebemos alguns pagamentos pendentes.
Minha anemia melhorou e minha homeopata disse: “Claro, você está mais feliz”.

A Terapeuta Floral Regina de Freitas:

Especialização Profissional em Terapia Floral (IBEHE/ UERJ), Professora credenciada pela Flower Essence Society, Pós-Graduação em Psicologia Junguiana (IBMR), Autora e professora do curso “Vivenciando os Florais de Bach”, Formação em Astrologia, Formação em Arteterapia com base Junguiana. 

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