Boletim Primavera / Versão 2013

Boletim Essências Florais – Ano 1 – Edição nº 3 – Primavera
Neste boletim
Entrevista com Rosângela Teixeira
Depoimento de “Estrela”

 

Do Jardim da
Essências Florais
para Você

 

Férias Coletivas
Para Ouvir o Deus Interior 

Por Cynthia Accioly Abu Asseff

 

Já não me lembro mais quando foi que descobri que além de orar eu podia meditar e isso seria uma outra maneira de estar em contato com a Fonte. Faz muito tempo.

 

Uma vez li que quando rezamos falamos com Deus e quando meditamos O ouvimos. Sim!  

 

Nesta última visita e cursos de Ian White aqui no Brasil, quem pode vir participar teve inúmeras oportunidades de praticar a meditação. Ian nos conta o quanto seu trabalho na produção das Essências do Bush Australiano tem sido orientado através da meditação. Ele recebe até mesmo informações práticas como, por exemplo, sobre quando e onde deve estar para produzir a próxima essência.

Recebendo a resposta

 

Pensando em escrever este texto para o Boletim da Essências Florais, fiz uma curta meditação e pedi um sinal ao universo de que este seria sim um artigo importante para os nossos leitores. Ao abrir o computador na sequência vejo uma publicação de minha jovem sobrinha que dizia o seguinte:

 

“A meditaçao é uma coisa doida. Você para e fica em silêncio um pouco, a cabeça divaga pela maior parte do tempo, as pernas formigam, e no fim você tem 2 ou 3 minutos de verdadeiro silêncio interior… Aí você termina, acha que nada aconteceu além das pernas dormentes… E no meio do dia… Bang! Você tem o maior insight do mês, a ficha cai e você acha a resposta.

Todas as respostas estão dentro da gente! Todas elas, não existe outro lugar pra achar aquilo que procuramos, senão, dentro da gente.” Por Michelly Almeida

 

Quando oferecemos alguns minutos do nosso dia para aquietarmos a tagarelice da mente, abrimos espaço interior para falar a “pequena voz” da Divina Sabedoria e Amor que nos anima.

 

Nos momentos de meditação o pensamento recorrente e obsessivo que não encontra saída para as situações da vida relaxa, assim como relaxam nossos músculos. A respiração encontra seu ritmo, e podemos entrar em ressonância e em sincronia com o respirar da Mãe Terra ou do Universo… Nos sentimos Um com o Todo da Vida. Mesmo que as respostas não venham no momento da meditação, elas virão nas próximas horas, nos próximos dias, nos próximos sonhos.

cassandra

Em unidade com a Fonte

 

Ao meditar você entra numa dimensão interna de neutralidade, para além da dualidade, onde está em unidade com a Origem, a Fonte, de onde todos os Caminhos, todas as Possibilidades irradiam.

 

Este é um momento no planeta em que urge nos alinharmos ao Plano Maior, ao Propósito Superior de nossas almas na vida encarnada. Nos tornarmos receptivos à informação é uma das chaves. Outra importante chave é aprendermos a discernir o que recebemos. Veja aqui algumas essências que irão apoiar você no estabelecimento de uma prática regular de meditação

 Vamos praticar

    

    

Sente-se confortavelmente, com a coluna ereta, mas sem tensão; as pernas cruzadas sobre a cadeira ou com os pés tocando o chão.

 

Preste atenção em sua respiração e em seu jeito e ritmo de expirar e inspirar.

 

Agora imagine que você é capaz de sentir o respirar da Mãe Terra. Sincronize sua respiração com a da Terra…

 

Imagine que você está usando um sobretudo, um casacão pesado, cheio de bolsos.

 

Imagine agora que você vai pouco a pouco retirando de sua cabeça os seus pensamentos e os colocando nos bolsos do sobretudo. Vá enchendo todos os bolsos com os seus pensamentos.

 

Quando tiver terminado, tire o sobretudo e o pendure num gancho ao ar livre para que tome sol e seja arejado! Deixe-o lá!

 

Agora com sua mente livre, leve e plena de espaço, respire novamente e sinta que uma luz dourada irradia dos mais elevados planos e preenche todo o seu corpo físico começando pela cabeça até a sola dos pés.

 

Se você tiver uma pergunta, permita que ela seja formulada dentro do seu coração e imagine que no coração a pergunta toma a forma de um cálice e se abre para receber essa chuva de luz dourada. Não se preocupe em receber uma resposta agora.  

Confie que ela virá no momento apropriado.

 

Agora é hora de ir finalizando… Respirando profundamente… Sentindo gratidão… Percebendo a cadeira ou seus pés no chão…  

Espreguiçando e devagar abrindo os olhos.  

 

Faça anotações se quiser. Tente repetir este tipo de meditação todos os dias, dentro do possível, sempre no mesmo horário. Você não vai levar mais do que 8 minutos em todo o processo!

 

Cynthia Accioly Abu Asseff  

é terapeuta floral e educadora na área de estudos das essências florais; dirige a Essências Florais, importadora de florais e organizadora de eventos nacionais e internacionais sobre terapia floral. Professora convidada da Pós Graduação em Terapia Floral da Faculdade de Enfermagem da USP, da UFFJ e Anhembi Morumbi. Coordena também os grupos de professoras autorizadas da Flower Essence Society e das Bush Flower Essences of Australia no Brasil

  

Crédito das imagens:

Star Tulip dos Florais da Califórnia – foto de Richard Katz

Cassandra das Essências do Alaska – foto de Steve Johnson

Renovando as Intenções para 2014

 

Sombra – Uma Vida não Vivida – Entrevista com Rosângela Teixeira

 

Rosângela Teixeira é psicóloga, especialista em Terapia Floral pela FACIS / IBEHE – SP; Facilitadora autorizada pela Healing Herbs dos Florais de Bach; Practititoner certificada e professora autorizada pela Flower Essence Society – dos Florais da Califórnia. Professora e idealizadora dos workshops: “A Terapia Floral no Alívio dos Transtornos de Ansiedade” e “Transtorno Bipolar do Humor: Cuidando da Estabilidade do Humor com as Flores”, “Sombra I, Uma Vida Não Vivida”, “Sombra II, Eu Quero Um Amor Que Seja Meu” Saiba mais sobre Rosangela Teixeira clicando em sua foto

Você encontra a entrevista abaixo, na íntegra, em nosso website:

 www.essenciasflorais.com.br

EFO que significa o termo “Sombra” na visão de Jung?

RosângelaPara Jung, a Sombra é “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”. De forma bem prática, Sombra é o nosso “porão” onde jogamos tudo o que é muito penoso sentir. São os nossos monstros internos disfarçados de raiva, inveja, medo, ciúmes, ambição, vergonha, culpa… que a nossa consciência não consegue lidar. Jung era bastante consciente da realidade do mal na vida humana, por isso dizia que nossa tarefa não é atingir a bondade, mas a integridade e unidade. “É melhor ser íntegro que ser bom”, dizia. Para ele, nossa tarefa é unir os opostos, lutar para recompor nossa unicidade perdida quando, um dia, acreditamos que temos que ser bons. A integridade de Jung é aceitar que temos um lado claro e um lado sombrio. A mesma pessoa é capaz de atos generosos e também de sentir ciúmes, raiva, inveja, preconceito, precisamos aceitar que somos assim. Por isso, se quisermos ter uma vida de qualidade, devemos conhecer essas partes separadas, enterradas, projetadas. Esse é o trabalho interno que todos nós precisamos realizar, o trabalho com a Sombra.

 

EF -Onde e como se forma a sombra?   

Rosângela -A Sombra se forma na infância, em nosso ambiente familiar. O “nascimento” da Sombra se dá devido à falta de entendimento e aceitação que vivenciamos em nossa família de origem. “Aprendemos” muito cedo que sentir raiva, medo, ansiedade, desejo era “feio”. Assim, crescemos sem ferramentas internas para lidar com essas situações. Com a melhor das intenções, os pais pedem que se “Engula o choro!” e não “Chore, filho, pode chorar”. A tristeza, a raiva ou o medo que uma criança sente é legítimo, e é preciso legitimá-la, esta é a nossa tarefa como pais. Nenhum sentimento, nenhuma emoção, nenhum impulso que se possa sentir é errado. O problema não são os pensamentos ou sentimentos, mas o que é feito com eles. Nossa tarefa é ensinar às crianças que elas podem sentir raiva da irmãzinha, sim, afinal, ela tomou seu brinquedo. Mas isso não quer dizer que ela pode ir lá e bater nela. Na verdade, nenhum de nós foi “treinado” para lidar com a Sombra, por isso é tão difícil reconhecê-la, que dirá aceitá-la, mas muitos não sabem: junto daquilo que não foi permitido sentir, vai embora também “OURO”, talvez para sempre. 

 

 

EFPor que se diz que na Sombra tem “ouro”?

 

RosângelaA Sombra guarda muitos talentos e dons que estão ali enterrados. Uma criança que aprendeu a “engolir o choro” guardou na Sombra muito da sua sensibilidade. Uma criança que reprime a raiva varre para a Sombra a ação assertiva que ela trouxe como talento. A criança medrosa aprende muito cedo que o melhor a fazer é não correr riscos. Foi para a Sombra toda a versatilidade, espontaneidade e criatividade que trouxera como dom. “Eu nem sei onde está a minha criatividade”, escutei de um cliente. Verdade! Pode-se viver uma vida sem descobrir. Uma vida não vivida, com certeza! Assim vamos nos tornando apenas uma pequena fatia de nós mesmos.

   

                     

EFComo você vê a Terapia Floral atuando nesse âmbito interior que chamamos de SOMBRA?

Rosângela -A Terapia Floral é um belo trabalho de autopercepção que conduz ao autoconhecimento. Não acredito que exista um recurso mais apropriado para se trabalhar a Sombra do que o uso dos Florais. O “CURA-TE A TI MESMO” que Dr. Edward Bach deixou para nós como filosofia dessa nossa querida terapia, precisa antes passar pelo “CONHECE-TE A TI MESMO”. Sem consciência não há mudança. Sem consciência, as coisas não vão tão bem.. A Terapia Floral consiste num processo terapêutico, onde os florais agem como se fossem “lanternas” iluminando esse lado escuro, desconhecido e ameaçador que surge “vestido” de sentimentos como raiva, rejeição, culpa, vergonha, etc. O trabalho da Sombra com os florais pede, em primeiro lugar, que eu pare de culpar o outro e passe a enxergar meus impulsos inconfessáveis como professores. Começa aqui o processo de mudança. A Terapia Floral NÃO tem poder de transformar a Sombra, porque não é esse o trabalho. As essências florais irão despertar a necessidade de dialogar com ela, alertando para as questões que nos afetam de maneira mais profunda. Só assim poderemos transcendê-las e aí, e só aí, elas perderão força. A Terapia Floral me transforma no melhor amigo de mim mesmo, quando desperta em mim a compaixão pelo que vivi, por minhas dores e minhas feridas. Afinal, essas são as minhas feridas e o resultado do meu sofrimento e não faz sentido brigar com alguém por estar ferido, faz?


EF – O que significa “Projetar a sombra”?

Rosângela – Segundo Jung, projeção é “sempre o Inconsciente ativado que procura expressão” Projeto quando me sinto incapaz de olhar para meus próprios defeitos, então passo a vê-los no outro. É como um espelho: de todos os possíveis defeitos que uma pessoa possa ter, nenhum me irrita mais que a arrogância, essa irritação exagerada pode ser o reflexo daquilo que não consigo ver em mim. Por isso, é sempre bom prestar atenção nas coisas que nos tiram do sério, pois em geral dizem mais sobre nós do que podemos supor. A grande questão da projeção é que corro o risco de nunca me relacionar com o outro e sim com um aspecto meu. Com o tempo, as projeções e uma maior consciência vão me fazer perceber que me relaciono apenas com uma única pessoa: eu mesmo! É muito cruel deixar que o outro carregue o meu inconsciente. Se nem eu dou conta dele, como “peço” ao outro que o faça isso por mim? Podemos passar uma vida nos relacionando apenas através das projeções, sem descobrir quem é o outro de verdade, afinal, todos os relacionamentos, absolutamente todos, começam na projeção.

 

EFVocê pode dar alguns exemplos da terapia floral apoiando o trabalho interior de integração e aceitação da Sombra?

Rosângela – Vou dar um exemplo bem recente: rapaz, 30 anos, com relacionamentos bastante conflituosos, onde a raiva é a emoção que comanda a dinâmica das relações. Veio de um ambiente familiar também de muitas brigas na infância. Chegou, como quase todos, culpando as namoradas. Quando perguntei por que ele atraía repetidamente aquele tipo de situação, não soube responder. Nunca havia parado para pensar nisso. Estava vivendo a vida no piloto automático, totalmente dominado por sua Sombra (raiva) e pelas vivências da infância. Expliquei que a “escolha” era de um aspecto sombrio dele. A fórmula floral que continha Echinacea, Mariposa Lily, Baby Blue Eyes, Deerbrush, Black Cohosh, Pine, Chestnut Bud entre outros, trouxe a seguinte consciência; “Eu não quero isso pra mim”, ele disse ao retornar. O contato com a Sombra possibilita escolhas. 

Um outro caso é o de mulher que trouxe a queixa de uma fala bastante impositiva, muitas vezes agressiva que tinha sido o grande empecilho em seus relacionamentos . Hoje aos 59 anos, ela estava completamente sozinha. Tinha perdido a mãe aos 6 anos e o pai sempre foi frio e distante. A terapia floral trouxe à consciência uma grande ferida, a da rejeição. Vervain, Heather, Splendid Mariposa Lily, Baby Blue Eyes, Evening Primrose, Deerbrush entre outras essências, foram, aos poucos, mostrando que a dor da rejeição tinha deixado nela um medo enorme de se relacionar, por isso o melhor sempre foi provocar mais rejeição, afinal a Sombra “adora” repetir o script familiar.

 

 

 

Você encontra a entrevista acima, na íntegra, em nosso website:  www.essenciasflorais.com.br

 
Crédito das imagens:
Mariposa Lilly e Black Cohosh dos Florais da Califórnia – fotos de Richard Katz 

 

Uma Estrela Vive Feliz na Terra - Uma Jornada de Cura através da Terapia Floral     

 

Depoimento de “Estrela”, pseudônimo escolhido pela paciente da terapeuta floral Cynthia Accioly Abu Asseff  

 

“Estrela” escreve: “Uma história que sempre tocou bem fundo no meu coração foi “O Patinho feio”. Lembro que aos 9 anos, foi tão dolorido ver todos dizendo que ele era “feio”, “inadequado”, “muito diferente dos outros”, eu estava sozinha na sala assistindo e comecei a chorar compulsivamente, chamei a minha mãe e disse que aquilo não era justo, ele não era feio, ele era diferente mas, era tão lindo!

Sempre me senti meio “patinho feio”, acredito que “se sentir diferente” faz com que criemos uma armadura para nos defender e foi isso que eu fiz ao longo da vida, que nunca foi fácil, com grandes limitações financeiras, com pai mais ausente do que presente, e uma mãe super atarefada e empenhada em alimentar e cuidar dos filhos mas, que não teve e não soube dar carinho físico…seu jeito de demonstrar afeto era cuidar das nossas necessidades básicas, alimentação, educação e higiene…e deu conta de criar 3 filhos com muita luta! Uma grande prova de amor por nós.

E eu quietinha no meu canto, sem incomodar ninguém, me encolhendo cada vez mais.

Lembro que minha mãe sempre me levava em médicos para tentar descobrir qual era o meu problema, por ser miúda. Nunca descobriram nada… Tomei tantas vitaminas por conta disso!

Sempre era excluída das aulas de educação física pois, devido a constituição delicada, os professores tinham medo que eu me machucasse… Eu era sempre o juiz, raramente podia jogar, embora quisesse muito. Mas, havia um esporte no qual eu era imbatível: Queimada, nenhuma bola me acertava! Ser magrinha tem suas vantagens!

E assim, fui crescendo e, só na vida adulta, aos 40 anos, depois de conhecer os florais, buscando ajuda para superação de um trauma de violência sexual ocorrido quando tinha 22 anos de idade, é que fui tomando consciência que tinha um corpo físico. Acho muito curioso perceber e lembrar que nunca me dei conta disso, meu corpo sempre esteve em 2º plano, minha mente sempre foi na frente, sempre pensei muito e senti pouco…

Como eu consegui passar tantos anos sem me conhecer?

Em minhas buscas me lembraram que eu tenho um corpo físico, que tem necessidades e que pode ser uma fonte de prazer e abundância!

Uau! Uma mulher casada, com 2 filhos maravilhosos e um marido muito amoroso só descobre o que é um orgasmo aos 43 anos e sozinha!

Pois é, ninguém me disse que eu precisava me tocar, me conhecer, para saber o que me dá prazer… Lá fui eu em busca de mim mesma.

Que experiência fantástica, uma explosão de energia e vitalidade, que compartilho com meu amado esposo…

Em todo este processo, os florais foram fundamentais, busquei outras terapias mas, em todas elas, os florais foram o suporte e a luz para encontrar meu caminho.

Uma experiência muito interessante que tenho vivido, depois que descobri como é bom sentir prazer na vida, é o fato de estar percebendo meu corpo mais leve, com mais ginga e movimento, os florais ajudaram a dissolver as armaduras e hoje caminho com mais graça e confiança pela vida.

Assim como o patinho feio, hoje me sinto um belo cisne!”

“Estrela”

 

O poder de transformação da terapia floral

A jornada de “Estrela” (pseudônimo escolhido pela paciente) ilustra de maneira ampla as possibilidades e o alcance da terapia floral quando nos submetemos a ela regularmente.

Hoje existem, disponíveis para os terapeutas brasileiros, tantas essências florais de diversos lugares do planeta, inclusive dos vários ecossistemas do nosso país. Isso significa que diferentes combinações de essências poderiam ter sido criadas para os atendimentos de Estrela, gerando efeitos curadores. O que queremos ressaltar compartilhando este depoimento é a qualidade da transformação alcançada através da terapia floral e como essas mudanças (curas) vieram se estabelecer na vida interior de Estrela – tornou-se íntima e dona de si mesma, de suas sensações, emoções, sentimentos – e em seu relacionamento com o mundo externo.

Uma de suas falas em nosso primeiro encontro em terapia floral foi: “meu coração tem como uma crosta que não me permite sentir ou expressar.” E após nosso terceiro encontro recebemos este tocante e rico depoimento!

Aqui algumas essências florais que foram chave e pequenas mensagens das flores que fizeram parte desta curta e tão profundamente curadora jornada de “Estrela”.

        

Crédito das imagens:

Purple Magnolia das Pacific Essences – foto de Sabina Pettitt
Pink Monkeyflower dos Florais da Califórnia – foto de Richard katz
Rock Fringe – um novo Floral da Califórnia
Promoção do floral Começar de Novo

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