Sobre a Conferência Internacional dos Florais de Bach em Cromer

Sobre a Conferência Internacional dos Florais de Bach em Cromer
setembro de 2006
Relato de Telma Buarque

O desejo de ir a comemoração do aniversário de 120anos do Dr. Bach em Cromer, na Inglaterra, nasceu durante o segundo Conflor no Rio de Janeiro, em Novembro de 2005. Me senti tocada com algumas questões que surgiram durante o evento.

Notei que mesmo alguns terapeutas mais experientes continuavam com algumas questões sem resposta, por exemplo: Qual o paradigma científico em que esta terapia se apoia? Quais os resultados concretos alcançados até hoje? E como andam as pesquisas?

Senti então que precisávamos nos lembrar, para fundamentar, os princípios deixados pelo Dr. Bach. Só assim poderíamos continuar a desenvolver esta terapia ainda não reconhecida pela maioria das instituições que cuidam da saúde em nosso país e em outras partes do mundo.

Precisávamos também, que nos lembrar, para agradecer, e assim nos inspirar para continuarmos perseverando no caminho rumo à criação de uma ciência viva da Natureza. Quais os fundamentos desta nova ciência? Poderíamos defendê-la de uma forma mais clara?

Dr Edward Bach - sua inspiração toca a muitos

Dr Edward Bach – como o vemos através da imagem mais conhecida de todos

Aliei-me à turma da Essências Florais em São Paulo através de Cynthia Asseff, para cooperar com a manifestação da Mostra Histórica sobre as Essências Florais em várias regiões do país e mais precisamente, eu mesma e a equipe da Sal da Terra (empresa que dirijo), iríamos nos dedicar às capitais do Nordeste.

Começamos com a produção da Mostra Histórica em Recife. Todos os grupos, que fazem a terapia floral existir em Pernambuco se mobilizaram. Quando falávamos que era para agradecer e honrar o Dr. Bach, todos se abriam para nos apoiar, e ainda comentavam, “Lógico que desejamos participar do aniversário do “Lindinho”, do “Fofo”. Não podemos ficar de fora.” Foi assim que reunimos o grupo de estudos e pesquisas – Terra Brasilis; O grupo do curso de Especialização em Terapia com Essências Florais da UFPE; o Instituto Bach Center em Recife e o grupo da Unidade de Saúde da Prefeitura do Recife. E além da Mostra, produzimos um vídeo para contar a nossa história e uma exposição com painéis com relatos de nossas pesquisas.

Todos concordamos que o melhor da festa foi o processo de produção da mesma. Nosso potencial criativo de união, de cooperação foi revelado! Tínhamos esquecido sobre o quanto é bom estarmos juntos para nos reconhecermos, e sermos reconhecidos pelo que realmente somos, pelo que mobiliza nosso coração.

Pois é, fizemos um barulho danado! Era como um “canto de cigarras” no final das nossas tardes quentes, anunciando a chegada da noite para descansarmos.

A festa tinha acabado mais o importante foi que gritamos e muitos ouviram. Tenho certeza que ainda ouvem. Foi unânime o desejo de realizarmos um outro encontro para mantermos a nova força de união que apenas iniciamos.

Em meio a todo o agito de preparação da Mostra Histórica, eu não conseguia deixar de acompanhar pela internet, o chamado para a programação da Bach Cromer Conference. Também não conseguia deixar de desejar uma fatia do “bolo inglês” do aniversário de Dr. Bach! Empolgava-me com as notícias sobre os palestrantes convidados, todos juntos em celebração, e também com a visita ao Bach Center que a Judy Howard estava organizando. Tratei de pedir aos meus anjos e como eles nunca falham, consegui!

A chegada à Cromer
Após um dia e meio de viajem, eu estava transformando aquela foto preto e branca do pier de Cromer que aparecia na internet em um belo passeio, agora a cores e com fotos digitalizadas. Tentava imaginar os porquês da escolha de Dr. Bach. Pude perceber que Cromer ainda hoje, é um lugar especial para muitos Ingleses relaxarem. Tanto para os mais velhos como para os jovens.

Conferencia Cromer - Inglaterra

Conferencia Cromer – Inglaterra – foto Telma Buarque

À noite quando fomos procurar algo para jantar pude ver de um lado da rua um restaurante com uma música suave e pessoas mais velhas dançando, do outro lado da rua, uma música mais alta, jovens falavam alto, riam, e pareciam se organizar para fazer movimentos noite à dentro ( confesso que fiquei procurando o Dr. Bach pesquisando os vários tipos de Personalidade). Os contrastes pareciam conviver de uma forma harmônica; parecia que um silêncio maior conseguia acolher tudo, no seu devido lugar. Parecia um filme onde cabia tudo, inclusive eu, estrangeira, tentando unir passado com o presente, o antigo e o novo, o dentro e fora de mim.
Sentindo-me maravilhosamente acolhida por Cromer voltamos caminhando por suas ruelas para o Hotel. Meus pensamentos voam e me surge uma questão: Quais os grupos de personalidade ou de flores, que o Dr. Bach estaria pesquisando na Cromer de hoje?

Não tenho dúvidas de que precisamos de muita coragem para andar; “por o pé” de verdade em nossos sonhos que atravessam os tempos. Acho que todos fazemos parte de um grupo que poderemos denominar de “grupo dos corajosos”.

Conferência de Florais em Cromer - Inglaterra

Conferência de Florais em Cromer – Inglaterra – foto Telma Buarque

A abertura da conferência
Após um delicioso café da manhã inglês, saímos caminhando em direção ao Pier para o pavilhão, onde iria ocorrer a conferência. Uma linda manhã de sol exalava um conhecido cheiro de praia e ao mesmo tempo nos revelava as flores nos jardins das pequenas casas e praças bem cuidadas. Dava gosto caminhar, em meio a tanta beleza e ficou melhor ainda quando íamos identificando outras pessoas caminhando na mesma direção. Era muito bom encontrar com “colegas” desconhecidos que tinham recebido o mesmo chamado. Nos olhávamos e com sorrisos nos cumprimentávamos como velhos conhecidos. E para alegria de nosso coração avistamos lá longe, vindo na mesma direção, Richard Katz.

Richard Katz na Conferência de Florais em Cromer - Inglaterra

Richard Katz na Conferência de Florais em Cromer – Inglaterra – foto Telma Buarque

Reduzimos o passo numa atitude de reverência e timidez. E ficamos observando o caminhar de uma grande personalidade, que ali, naquele momento caminhava incógnita em direção ao seu propósito. Sem alardes caminhava sozinho, passo a passo. O que importava era seguir em direção ao mar de 400 pessoas de 32 países que o aguardavam.

Alegres por reconhecê-lo, continuamos o caminho, recebemos as credenciais e entramos no salão de veludo vermelho, decorado de uma forma muito simples e aconchegante com a imagem da Cerato nos comunicando que estávamos certos quando escolhemos seguir nossa intuição. Ela nos dava boas vindas e ao mesmo tempo contribuía na criação de um clima aconchegante, um ar de festa que contaminava à todos. Parecia uma festa de família.

E a festa começou, com um carinhoso “Welcome” de Julian Barnard, Vivian Williamson e Gérard Wolf responsáveis pela criação e produção da conferência. Eles se apresentaram, como um grupo de produtores das essências florais de Bach (Bach Essence Producers).

Conferencia Cromer - Inglaterra

Conferencia Cromer – foto Telma Buarque

Começaram explicitando a decisão coletiva de criar um encontro não comercial e sim um encontro para celebração e agradecimento. Desejavam tornar este encontro um marco importante, um início de uma nova experiência de relacionamentos entre produtores, terapeutas e pesquisadores desta terapia. Privilegiar a Cooperação em vez de competição.

Fez um agradecimento a todos os palestrantes e em especial a presença da Judy Howard, do Bach Center. Se ela não tivesse aceito o convite, a idéia central do evento não teria sido possível.

Para mim este momento foi muito especial, pois ao vê-los unidos nesta comemoração e explicitando suas mais sinceras intenções: abrir mão dos seus “egos” e da oportunidade de fazer negócios; comecei a me conectar com o espírito de união que o Dr. Bach sempre nos inspira. Nada melhor do que os ensinamentos que a Mãe Natureza nos oferece para praticarmos a cooperação e união. Fiquei bastante estimulada e confiante na seriedade de propósitos de todos que estavam ali.

Conferencia Cromer - Slides das apresentações

Conferencia Cromer – Slides das apresentações – foto Telma Buarque

Sobre as palestras
Sensações e Reflexões. Ninguém melhor do que Richard Katz, um dos criadores dos Florais da California, para fazer a abertura do primeiro dia. Afinal eram mais de 30 anos dedicados à compreensão dos princípios e fundamentos do Sistema Bach. Também são muitos anos investindo e apoiando pesquisas que possam contribuir para a construção das bases de uma ciência viva da natureza.

Foi emocionante estar presente e ouvir o Richard. Homem de grande conhecimento, que humildemente naquele momento agradecia ao Dr. Bach pelos ensinamentos que a Holly lhe trazia ao oferecer clareza sobre nossa capacidade de co-criar em harmonia com a Natureza.

Richard continuou agradecendo pela Wild Oat, por lhe ajudar a se manter em seu propósito de se relacionar de uma forma positiva com o nosso mundo atual. Durante sua apresentação, Richard fez um excelente estudo comparativo sobre o momento em que o Dr. Bach viveu (entre a primeira e segunda guerra mundial) com as crises que atualmente estamos vivendo.

Nos disse que, como em tempos de guerra, estamos reprimindo nossos reais sentimentos. Medos conhecidos e desconhecidos, pânico, terror; todos bastante presentes em nossa sociedade moderna. Investimentos persistem para aumentar, as sensações de insegurança. Estamos vivendo várias guerras em nosso dia a dia. Precisamos muito da Star of Bethlehem para ampliar nossas visões, curarmos estes traumas e sempre que pudermos investimos na clareza de todos os medos; muitos deles construídos até de forma exagerada.

Lembrou-nos de uma frase de Roosevelt: “A única coisa de que precisamos ter medo é de nós mesmos” (1933/1934). Richard evocou as imagens da Gentian que poderá nos ajudar a perseverar no caminho das “mudanças Walnut” em que precisamos investir, e a Rock Rose que trará a coragem para superar nossos medos. Precisamos, cada vez mais, confiar em nosso espírito e a Cerato nos apoia nesse processo.

Encerrou nos convidando para não termos medo de curar o mundo, e de forma corajosa, brincou com as palavras. “Quando vocês ouvirem a palavra: Terrorismo! Terrorismo! Ouçam: TERRA! TERRA! TERRA! Ela está precisando de ajuda! O terrorismo é fabricado, não precisamos investir nos medos! Apoiem as necessidades da Terra. Somos todos filhos da Terra!”

Durante o intervalo, ao tomar um chá, tive uma sensação de que recebemos muito mais do que sábias palavras. Sentia e observava nos outros um silêncio acolhedor, reflexivo. Foi como receber um raio de sol muito forte. Todos procuramos um pouco de conforto; cada um à sua maneira.

Agora era o momento da Judy Howard. Era a vez da simplicidade de uma cuidadora. Cuidadora fiel das heranças da sua família. Foi seu pai, John Ramsel e sua tia Nickie Murray que substituíram a Nora e o Victor na administração do Bach Center.

O que mais gostei, além de algumas novas imagens sobre a vida de Dr. Bach, foi principalmente a homenagem especial de agradecimento, tanto à Nora Weeks como à Mary Tabor. Ela ressaltou como de fundamental importância à participação destas duas mulheres para a construção do Sistema Bach. Pudemos sentir o tamanho do agradecimento pela obra de Nora de forma semelhante ao significado da obra de Dr. Bach, uma obra não poderia existir sem a outra, disse ela.

Outro aspecto interessante foi a forma como Judy resolveu cuidar de Mount Vernon. Fez questão de cuidar da casa onde Dr.Bach viveu e pesquisou, não como um museu, mas como um espaço vivo e que pudesse atender as necessidades do dia a dia administrativo e educacional de todo o Bach Center.

Foi muito importante ouvir Judy após a fala do Richard. Pois pude acolher suas mensagens e sua encantadora sabedoria lunar, muito importante em nossos dias atuais. Ela trouxe a lembrança da importância da simplicidade do cuidar e do nutrir com paciência para manter as memórias. Para mim a História contém o presente, o passado e o futuro, e ela estava fazendo história naquele momento e de uma forma muito simples e respeitosa.

À tarde ouvimos a clareza germânica da bem humorada Mechthild Scheffer. Ela trouxe um cartão de feliz aniversário enorme, da Alemanha, para o Dr. Bach.

Outros temas nos encantavam sobre os avanços concretos, da Terapia com Essências florais, em vários países. Pudemos constatar: Dr. Bach na América Latina pela argentina Silvia Alfarano; Florais de Bach nos Hospitais Chilenos por Teresita Espinosa; Dr. Bach em Cuba pelo Dr.Campa; Florais em Taiwan por Dr. Julia Tsuei; Florais de Bach na Austrália por Derrian Turner; Florais no Japão por Dr. Makio Ishikawa. Todos muito empenhados em mostrar os resultados concretos alcançados em seus estudos e pesquisas. Terminamos o dia dançando no espaço aberto do Pier, liderados pela terapeuta suiça Martine Winnington.

Pub na Cidade de Cromer - Inglaterra

Pub na Cidade de Cromer – Inglaterra – foto Telma Buarque

Após o jantar, criou-se um simpático encontro informal, por eles chamado de “Tópicos e Questões para um Simpósio” em um Pub: o “The Red Lion” para que pudéssemos “bebericar” e jogar “conversa fora”. O objetivo principal era responder algumas perguntas que não puderam ser feitas durante o evento. Quem conduziu de forma muito hábil e gentil foi o engenheiro Glenn Storhaug. Ele começou pedindo aos que estavam compondo a mesa para relatar a flor de Bach de mais importância em suas vidas. A medida que os relatos iam acontecendo algumas perguntas de iniciantes iam naturalmente sendo respondidas. Adorei o formato, imaginei a alegria e realização do Dr. Bach e de todos que fazem a Terapia Floral, ao assistir relatos de experiências de vida por meio de suas 38 flores. Senti-me fazendo parte de um grupo que estava se comunicando através da linguagem universal das flores. Éramos Pessoas – Flores e Flores – Pessoas…

Demorei a dormir. A alegria era enorme.

O segundo dia – o dia do aniversário de Dr. Bach – Um belo dia de sol. Foi uma benção começarmos este dia com Patricia Kaminski – grande representante da Mãe Natureza. Como profunda conhecedora das forças alquímicas da Mãe Terra, ela começa o dia nos convidando a nos abrirmos para a mensagem da Holly. Relembrando-nos o seu poder de nos ensinar a não resistir as forças criativas do amor; não tendo medo de acessar a nossa capacidade de amar e de sermos amados.

Apresentação de Patricia Kaminski na Conferencia de Cromer

Apresentação de Patricia Kaminski na Conferencia de Cromer – foto Telma Buarque

Utilizando belas imagens alquímicas Patricia nos conecta com o passado e o presente através da beleza, da sabedoria e do uso sábio da tecnologia. Parecia que estávamos diante de outro momento mágico, só que agora com sugestões, sobre como poderíamos cuidar da Mãe Terra.

Ela nos apresenta a Oak como o Rei, o portal mais importante para acessarmos a consciência dos “Seres do Verde”: a consciência do mundo vegetal. De forma semelhante à Richard escolheu sete flores de Bach para aprofundar a sabedoria que precisávamos mergulhar para compreender e nos abrirmos para o exercício de nossa cura e de cura da Mãe Terra. Era Mãe e Filho; a Imperatriz grávida em processo de cura.

Com as flores de Bach, além de reconhecermos, mitos e arquétipos podemos aprender a identificar as necessidades específicas de nosso espírito em momentos de tantas mudanças.

Por exemplo: com a Olive, aprendemos sobre a importância de equilibrarmos o elemento fogo (no nível planetário ,aprendemos a lidar com os efeitos do aquecimento Global); já com a Vervain, podemos aprender sobre o elemento ar (a poluição); com a Vine, o elemento terra (o desmatamento) e com a Willow sobre o significado sagrado do elemento água.

Patricia encerra a palestra com a Aspen, nos convidando a não termos medo de conhecer a voz de nosso espírito. Às vezes, nosso maior desconhecido diante de tantas mudanças que estamos precisando vivenciar.

Fazendo algumas reflexões, sobre a síntese dos recados que Richard e Patricia nos deram pude perceber que no primeiro dia com Richard eram sete flores, sete recados de uma sabedoria solar, que nos indicava com clareza sobre os perigos da ignorância de nossos verdadeiros sentimentos. A mensagem geral era para confiarmos em nossa intuição e em nosso coração e com coragem nos abrirmos para o processo de cura que a Terra estava precisando. Já no segundo dia eram sete flores com mais sete mensagens da sabedoria alquímica da terra expressas por Patrícia, que nos mostrava os caminhos de como poderíamos nos preparar para colocar em prática este processo. Fiquei mais uma vez encantada e agradecida por tão valiosos presentes.

Após o intervalo, alguns estudos de caso; e chega a hora de Julian Barnard. Outro ponto marcante do evento. Além de articulador e organizador geral de todos os detalhes, éramos nutridos com imagens do filme por ele produzido, sobre os doze curadores e a pesquisa da Cerato; resultado de uma viajem que ele fez ao Tibet, em busca de melhor compreender as origens dessa bela flor. E Julian se mostrou um verdadeiro cineasta!

Na sua fala pude sentir não somente um notável pesquisador, expressando os resultados de seu trabalho, mas também, a sua sabedoria de guerreiro e incansável buscador de uma aprimorada compreensão sobre a forma e a função das 38 flores de Bach. Pude sentir Julian como um dos fieis herdeiros, por afinidade e empatia, da obra de Dr.Bach. De forma dedicada e perseverante se mantém focado no estudo aprofundado sobre as características específicas de cada Floral de Bach.

A última palestra foi a da brasileira, Luciana Chammas. Ela apresentou uma metodologia de ensino, sobre a utilização dos florais de Bach nas áreas carentes no Amazonas. Foi um final que tocou os corações de todos, por suas belas imagens, simplicidade e pureza de coração.

Chegou o momento do encerramento com as últimas considerações, agradecimentos e partimos para cantar os parabéns em diferentes línguas para o Dr. Bach, e brindar com Champanhe e bolo de 12 sabores diferentes. Cada bolo possuía uma flor diferente em sua receita.
Eu adorei o de Walnut, fiquei “de olho” no de Holly, mas acabou logo…. Fotos, Despedidas, e um por-de-sol inesquecível.

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